sexta-feira, 17 de abril de 2026

PAI E FILHA

Título Original: Banshun
Diretor: Yasujirô Ozu
Ano: 1949
País de Origem: Japão
Duração: 110min
Nota: 8

Sinopse: Várias pessoas tentam convencer Noriko, de 27 anos, a se casar, mas tudo o que ela quer é continuar cuidando de seu pai viúvo.
 
Comentário: Assistir Ozu é sempre gostoso e aqui o elenco ajuda muito, a dupla Chishū Ryū e Setsuko Hara conseguem manter uma química perfeita durante toda a película. Achei a mensagem final meio nada haver, esse ciúmes que a filha parece ter de que o pai siga a vida, e mesmo sendo um pouco cultural acho que o filme poderia ter sido um pouco mais interessante em romper um pouco isso do que ter levado como levou. Mas um filme do Ozu nunca deixa de ser muito bom e o ritmo é de uma simplicidade e sensibilidade ímpar. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O ATALANTE

Título Original: L'Atalante
Diretor: Jean Vigo
Ano: 1934
País de Origem: França
Duração: 88min
Nota: 9

Sinopse: O recém-casado casal Juliette e o capitão do navio Jean lutam para manter o casamento enquanto viajam no Atalante junto com o imediato do capitão e um grumete.
 
Comentário: Talvez assistindo ao filme hoje a maioria das pessoas não consigam ter a dimensão do quanto a frente de seu tempo estava Jean Vigo com este clássico dos clássicos. Não é fácil enxergar a película com os olhos daquela época na década de 30. O filme é cru, escancara a realidade sem glamour que chega a chocar, mostrando personagens quebrados, falhos e cheio de comportamentos erráticos e apaixonados ao mesmo tempo. As imagens são lindas e o filme, pelo menos para mim, não me pareceu tão datado. Há momentos que a narrativa parece travar um pouco, mas no geral é um filmaço. Obrigatório.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

VIDA ACIDENTAL

Título Original: Slucajni Zivot
Diretor: Ante Peterlic
Ano: 1969
País de Origem: Checoslováquia
Duração: 64min
Nota: 7

Sinopse: Dois amigos tentar arrancar suas vidas das garras da ociosidade. Um estudo existencial sobre vidas comuns levadas por dois trabalhadores urbanos de escritório, Vida Acidental foi o único longa-metragem de Ante Peterlić, teórico e crítico de cinema croata. O filme recebeu críticas medianas e passou despercebido após seu lançamento, mas foi reavaliado décadas depois como um dos melhores filmes croatas já feitos.
 
Comentário: É um bom filme e bem curtinho. O personagem de Filip é um pouco estranho, há momentos que nos ligamos emocionalmente a ele, mas a momentos que não criamos nenhum vinculo com o personagem, fico pensando se isso foi proposital. Stanko é mais humano e rouba as cenas quando aparece. Os melhores momentos são quando estão no escritório com o velho Jurak. A trilha sonora com jazz é muito boa. As relações amorosas de Filip é o que menos funciona, acho que tudo o que acontece fora dessa narrativa é muito mais interessante e poderia ser mais bem aproveitado. Acho exagerado dizer que é um dos melhores filmes croatas já feito, mas tem sua enorme importância para a época sim.