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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

LANTERNAS VERMELHAS

Título Original: Ta Kokkina Fanaria
Diretor: Vasilis Georgiadis
Ano: 1963
País de Origem: Grécia
Duração: 130min

Sinopse: A história de várias prostitutas, seu dia a dia, pequenas alegrias, tragédias, amores e desilusões, vivendo sob o iminente perigo de que o governo grego decida fechar todos os bordeis, no porto de Pireu.

Comentários: O filme lembra um pouco o Adua e Suas Companheiras do realismo italiano, mas este se desenvolve um pouco melhor, que apesar de ter os seus dramalhões, consegue se controlar um pouco melhor que sua contraparte italiana. O elenco é ótimo, todas as garotas conseguem cativar o telespectador. A que eu estava mais torcendo é a que teve o final que menos gostei, talvez por isto o filme não tenha uma nota maior. A música composta por Stavros Xarhakos é maravilhosa e uma das melhores coisas do filme. Direção competente e um filme que passa voando, uma ótima reflexão para percebermos que por trás de cada ser humano reside um poço infinito de histórias e sentimentos.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

JOVENS AFRODITES

Título Original: Mikres Afrodites
Diretor: Nikos Koundouros
Ano: 1963
País de Origem: Grécia
Duração: 91min

Sinopse: Pastores nômades, atormentados pela seca, acampam em uma local com água doce abundante. Os homens do local partiram para longe, mas devem retornar quando as chuvas voltarem. Um jovem pastor e uma garota local, à beira da puberdade, envolvem-se em um jogo de descobertas amorosas. Ao mesmo tempo, um dos pastores adultos aproxima-se de uma bela mulher local e tenta convencê-la a deitar-se com ele. Ela o repele e o aproxima ao mesmo tempo. Seu amor é para sempre, ou ele apenas quer seu corpo? O subtexto dramatiza a relação entre amor passional e carnal, expõe o despertar da paixão na puberdade e o poder destrutivo causado pela desilusão amorosa e pelo fim da inocência.

Comentário: É um filme difícil, com poucos diálogos, mas com cenas belíssimas, muito bem conduzido. A abertura do filme e a música combinam muito bem e já trazem uma reflexão que o filme nos obriga a contemplar. A atriz Eleni Prokopiou consegue retirar suspiros em todas as cenas que aparece interpretando a misteriosa Arta, mas é a garota com o garoto que conseguem roubar as cenas. O final é meio indigesto, mas não revelo mais nada, faz com que a cabeça de voltas para lugar nenhum. O filme foi ganhador de dois prêmios no Festival de Berlin levando, inclusive, o Urso de Prata. Extremamente contemplativo, mas chega a cansar um pouco.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

PROFANAÇÃO

Título Original: Phaedra
Diretor: Jules Dassin
Ano: 1962
País de Origem: Grécia
Duração: 116min

Sinopse: Adaptação moderna da personagem da mitologia grega Phaedra, filha de Minos e esposa de Teseus, que se apaixonou pelo seu enteado. Na Grécia atual, o pai de Alexis é um homem muito rico que faz fortuna na área de transporte marítimo. Ele se casa com a jovem e sensual Phaedra, que consequentemente torna-se madrasta de Alexis. O intreresse do rapaz pela moça é imediato. Ela corresponde aos flertes e logo ambos estão mantendo um caso amoroso secreto.

Comentário: Um belo filme, mas se comparar com o último do diretor (Nunca aos Domingos) fica bem abaixo. O filme se passa na Grécia, mas todo mundo fala inglês, até as velinhas gregas que ficam na rua sem dinheiro, odeio esse tipo de coisa e não entendi porque o Dassin fez isso, mas enfim... vamos tentar relevar. Melina Mercouri e Anthony Perkins deslumbrantes, mas isso já é de praxe. Jules Dassin foi um dos diretores americanos exilados devido ao seu nome na lista comunista, foi pra Grécia e continuou fazendo filmes lá, teve uma ótima repercussão com o Nunca aos Domingos, portanto me espantou a escolha de filmar um filme grego em inglês. A história segue bem, e Dassin consegue dar um tapa na cara da sociedade capitalista de maneira sutil, pois enquanto Thanos só se preocupa em construir seu império e ganhar mais e mais dinheiro, deixa de lado sua esposa e filho que buscam entre si a falta que ambos sentem de carinho e presença física que proporcione afeto. Thanos deixa de lado sua família e sua vida em veneração ao dinheiro. Uma bela sacada comunista, escondida em um filme pro mundo inteiro ver, em plena Guerra Fria.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

ELECTRA - A VINGADORA

Título Original: Ilektra
Diretor: Mihalis Kakogiannis
Ano: 1962
País de Origem: Grécia
Duração: 112min

Sinopse: Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon (Theodoros Dimitrief), o arqui-general de todos os gregos, retornou vencedor ao seu reino. O povo de Micenas e sua esposa, Clitemnestra (Aleka Katselli), o receberam com grandes honras, mas enquanto o marido estava na guerra ela estava nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Electra (Irene Papas) e Orestes (Yannis Ferthis), os filhos de Agamenon e Clitemnestra, sabiam que o crime tinha sido cometido com o apoio da mãe, mas como eram crianças não podiam fazer nada. Orestes deixa o lar e Electra permanece, ansiando pelo dia que poderá vingar a morte de Agamenon.

Comentário: Consegui uma cópia deste filme com o áudio horrível, ficava saindo de sincronia a cada quinze minutos e isto atrapalhou um pouco a experiência de assistir ao filme. A história é basicamente a tentativa de passar para o cinema a mitologia de maneira mais verossímil possível, sem as partes dela falando com deuses e essas coisas. Pra quem conhece a mitologia o filme não contém muitas surpresas. Me incomodou bastante a frase "O papel da mulher é perdoar seu marido" que tenta apagar os erros de Agamenon e manter um alto grau de culpabilidade em Clitemnestra, na década de 60, com toda a revolução sexual, este comentário machista podia ter sido deixado de lado numa boa. Ter concorrido ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi um exagero, tinham filmes bem melhores pra concorrerem no lugar deste. Algumas sequências são tecnicamente maravilhosas, outras (com closes exagerados) parecem extremamente amadoras e mal feitas, exageradas, o que coloca em cheque a qualidade técnica do diretor. O coro das mulheres ficou muito bonito, os atores são medianos. Recomendo só pra quem tiver curiosidade sobre o filme e curtir a mitologia mesmo.


terça-feira, 27 de maio de 2014

NUNCA AOS DOMINGOS

Título Original: Pote Tin Kyriaki
Diretor: Jules Dassin
Ano: 1960
País de Origem: Grécia
Duração: 97min
Nota: 10

Sinopse: O americano Homer Thrace (Jules Dassin) ao visitar uma cidade do litoral grego conhece uma bela prostituta, Ilya (Melina Mercouri). Extremamente extrovertida, Ilya só aceita como cliente quem ela simpatiza. Homer fica fascinado por ela, tenta convencê-la a estudar e largar este tipo de vida.

Comentário: Primeiramente não tem como não falar da atuação de Melina Mercouri que está sensacional, mais que merecido o prêmio de atuação em Cannes. Merecia o Oscar que foi pra Elizabeth Taylor em Disque Butterfield 8. O filme é muito bom, o diretor Jules Dassin parece contar meio que por tabela a própria história, já que teve que se adaptar a cultura grega após se exilar na Grécia por ser caçado pela comissão anti-comunistas nos EUA. Mas não é aí que o filme realmente quer tocar, mas sim nesta mania irritante das pessoas imporem seus valores as outras. Moral da história: Vai ser feliz do jeito que você é e foda-se o que os outros pensam! Filme mais que obrigatório!