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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

VANINA VANINI

Título Original: Vanina Vanini
Diretor: Roberto Rossellini
Ano: 1961
País de Origem: Itália
Duração: 109min
Nota: 6

Sinopse:Vanina Vanini, uma condessa romana entediada e mimada, se apaixona por um jovem patriota dedicado que está em Roma para assassinar um traidor da Carbonária, uma sociedade secreta e revolucionária.

Comentário: Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Um filme bem mediano do Rossellini, parece que não dou sorte ao escolher os filmes do lendário diretor italiano ou realmente meu gosto não bate muito com seus filmes. O filme não é ruim, parece uma adaptação de Romeu e Julieta até certo ponto. Sandra Milo está meio irreconhecível no papel principal. O que mais me chamou a atenção é a cenografia e figurinos que parecem muito próximo com o que acho que devia ser aquela época. O amor dos dois tem momentos que convence, tem outros que nem tanto. Um filme que só vale a assistida se for fã do diretor, para mim foi bastante esquecível, não trouxe nada de novo. Os acontecimentos para o final vão deixando o filme mais interessante. É meio estranho o começo do filme onde somos levados a achar que a Condessa Vitelleschi terá algum papel de destaque no filme e subitamente ela desaparece completamente do filme.



terça-feira, 10 de dezembro de 2024

O MUNDO DOS VAMPIROS

Título Original: El Mundo de los Vampiros
Diretor: Alfonso Corona Blake
Ano: 1961
País de Origem: México
Duração: 84min
Nota: 6

Sinopse: Um vampiro usa duas irmãs para cumprir seu plano de séculos atrás para se vingar do último membro de uma família que perseguiu os vampiros na Europa.

Comentário: O filme é legalzinho, serve muito bem para passar o tempo e mostrar que também se faziam filmes no México nos padrões de William Castle e Roger Corman. O elenco está bem, apesar do vilão interpretado por Guillermo Murray ser bem canastrão, acaba funcionando. Há cenas em que a direção chama a atenção bem positivamente, principalmente com os homens morcegos, há cenas belíssimas deles se movimentando pelas catacumbas. A relação de tudo com a música é outra coisa bem interessante, ainda mais pelo fato de que eu venho sofrendo há anos ouvindo todo dia a mesma droga de música no trabalho, então pode-se dizer que eu entendo o vampiro do filme, muito bem.



domingo, 3 de novembro de 2024

VELAS ESCARLATES

Título Original: Alye Parusa
Diretor: Aleksandr Ptushko
Ano: 1961
País de Origem: Rússia
Duração: 83min
Nota: 7

Sinopse: Poética adaptação do conto de fadas de Alexander Grin. Após a morte da esposa, Longren, um marinheiro aposentado, vive em uma pequena aldeia de pescadores com a sua filha, Assol. Até que, a menina conhece um feiticeiro que lhe faz uma previsão: “...Quando um belo navio com velas vermelhas chegar, um nobre príncipe irá levá-la para longe daqui...” Os habitantes locais logo começam a fazer piadas sobre o acontecido, mas a jovem acreditava em milagres e esperou...

Comentário: Bela produção soviética sobre a esperança de que dias melhores virão. A história e seu desenrolar é um pouco inocente demais e torna o filme bastante previsível de tudo o que irá acontecer, porém é muito gostoso de assistir, uma típica história que poderia ser adaptada para um desenho Disney de sucesso, e que funciona para passar o tempo. Há uma crítica muito bem colocada a figura controladora do pai, um burguês cheio da grana que quer controlar a vida de seu filho, mas é quando o filho quebra essa corrente da família burguesa e vai viver em meio aos trabalhadores que sua vida floresce. Achei a forma como isto foi colocado muito bonita. A curta duração requer que tudo aconteça muito rápido, funciona, mas você acaba querendo ver mais sobre os personagens no filme. Tanto a direção de Aleksandr Ptushko quanto o roteiro seguem uma certa cartilha de filmes comerciais da época, nada que prejudique a assistida.



sexta-feira, 3 de maio de 2024

UMA HISTÓRIA D'ÁGUA

Título Original: Une Histoire A'Eau
Diretores: Jean-Luc Godard & François Truffaut
Ano: 1961
País de Origem: França
Duração: 11min
Nota: 5

Sinopse: Uma jovem narra sua aventura de tentar ir a Paris em meio a uma tempestade, que pouco a pouco vai inundando vilas e caminhos possíveis.

Comentário: A verdade é que achei bem meia boca, tentei gostar, mas não rolou. Truffaut é um dos meus diretores preferidos e Godard é sempre um gigante, mas aqui a união dos dois não funcionou para mim. A verborragia incessante é chata, meio pedante, é um problema que tenho com algumas obras do Godard, ele parece ter momentos que quer se mostrar demais como um intelectual erudito com ideias geniais e que só funcionam na cabeça dele. É quando o diretor deixa essas coisas de lado e pisa na realidade mais acessíveis a nós, meros mortais, que ele funciona. As cenas são lindas, a parte técnica do filme é perfeita. Quando a verborragia cessa e os personagens finalmente vão conversar é meio vergonha alheia, um diálogo bobo. Só vale a pena para quem for fã mesmo. Talvez funcione melhor no mudo.



sábado, 6 de maio de 2023

A POMBA ESCARLATE

Título Original: Tulipunainen Kyyhkynen
Diretor: Matti Kassila
Ano: 1961
País de Origem: Finlândia
Duração: 80min

Sinopse: O Dr. Aitamaa está passando as férias com a família em sua casa de praia. Acidentalmente, lê uma carta que era para sua esposa, de um homem marcando um encontro em Helsinque. Aitamaa segue sua esposa e se torna o principal suspeito de um assassinato.
 
Comentário: Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Gostei bastante do filme, há elementos que o diretor italiano Mario Bava usaria em um de seus filmes anos depois. A construção de todo o enredo é genial, o clima kafkaniano que se desenvolve nos momentos finais também, mas infelizmente há pouco tempo para que o diretor aproveite todas as cartas que tem em mãos. Impressiona como vai se misturando vários gêneros de noir, suspense, romance de uma maneira tão bem. Bato palmas pela capacidade de conseguir deixar tudo tão coeso e amarrado, mas ficou um sentimento de que queria mais antes do desfecho que... sem spoilers como um próprio anuncio depois do filme diz. Só posso dizer que valeu a assistida.


sábado, 5 de fevereiro de 2022

O ASSASSINO

Título Original: L'assassino
Diretor: Elio Petri
Ano: 1961
País de Origem: Itália
Duração: 98min

Sinopse: Em “O Assassino”, Marcello Mastroianni interpreta um antiquário meio trapaceiro que se torna o principal suspeito do assassinato de sua amante, uma mulher mais velha. Em seu primeiro longa, o diretor Elio Petri esboça temas que fizeram dele um criador central do cinema político italiano. .

Comentário: Primeiro filme dirigido por Elio Petri, que em um primeiro momento pode parecer simples e superficial, mas depois de assistir fiquei pensando e pensando sobre ele e acabei sendo remetido ao Os Suspeitos (Bryan Singer, 1995), pois em nenhum momento temos um relato do ocorrido de forma imparcial, todas as cenas de flashback são narradas pelo personagem do Marcello Mastroianni. Não há verdades absolutas no filme. A direção é bem competente e a atuação do Mastroianni, como sempre, perfeita. No final há alguns exageros e perdem de explorar alguns aspectos, mas gostei bastante do filme. Hoje em dia daria uma bela discussão sobre ele ter sido estampado na capa de um jornal como assassino enquanto era suspeito, coisa bem comum no jornalismo até hoje.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

EXPLOSÃO DE SILÊNCIO

Título Original: Blast Of Silence
Diretor: Allen Baron
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 77min

Sinopse: Um assassino profissional volta à ativa depois de um tempo afastado, tendo que executar um pequeno gângster. Porém, pessoas que conviveram no passado com o matador reaparecem em sua rotina, o que acaba por deixá-lo confuso e incerto sobre seus atos.

Comentário: Tentei fugir de Natal este ano e peguei este filme, que se passa justo na época natalina. Um filme de baixo orçamento com tudo o que o gênero noir tem a oferecer, com vários clichês, porém utilizados na dose certa, de maneira correta. O tempo curto não deixa o filme apressado em nenhum momento e a narração ajuda bastante em seu desenvolvimento. Allen Baron dirigiu e atuou no papel principal de maneira muito honesta e convincente. Excelente cena no bar com o cantor tocando conga, mas acho que o final podia ser melhor.

sábado, 20 de maio de 2017

QUANDO A VIDA É CRUEL

Título Original: Something Wild
Diretor: Jack Garfein
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 113min

Sinopse: Mary Ann é vítima de estupro. A partir desse episódio, a jovem vive um quadro paranoico, acreditando que todas as pessoas representam algum tipo de ameaça.

Comentário: O filme me chocou de uma maneira muito negativa e da pra entender a importância tão grande do feminismo hoje e ver as raízes da cultura de estupro. Não vou dar uma nota mínima ao filme porque existem fatores interessantes, como a parte técnica magnífica, a atuação de Carroll Baker e a sensação de impotência e claustrofobia que o filme consegue passar. De resto é bem absurdo, existem partes de tortura psicológica e cárcere privado que são tratados como se não fossem nada para uma mulher. Vou evitar dar spoiler, mas fazem do vilão um galã e isso me incomodou profundamente, entendo a louvável tentativa da narrativa e que o contexto na época era outro, o assunto era tabu ainda na época, mas pouca coisa foi bem digerida por mim. Curiosidade: o diretor, Jack Garfein, foi um dos sobreviventes de Auschwitz e foi para os EUA aos 15 anos.



domingo, 3 de abril de 2016

ROBUR, O CONQUISTADOR DO MUNDO

Título Original: Master of the World
Diretor: William Witney
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 102min

Sinopse: No século 19, a pequena Morgantown, na Pensilvânia, é atingida por um tremor de terra. Para aumentar ainda mais o susto da população, uma misteriosa voz vinda da cratera de um vulcão inativo faz ameaças apocalípticas ao mundo. Strock (Charles Bronson), um agente do governo americano, é designado para investigar o caso. Pede ajuda a um fabricante de armas que, junto com a filha e seu namorado, embarcam num balão até a montanha. Não demora muito para serem atingidos, derrubados e aprisionados por Robur (Vicent Price), um cientista notável que no comando de uma fortaleza voadora futurística chamada Albatroz, pretende colocar em prática um plano para acabar com as guerras no mundo.

Comentário: Excelentes atuações e um ótimo ritmo e desenvolvimento fazem deste filme uma ótima pedida no gênero aventura, os fracos efeitos especiais não atrapalham tanto. Baseado em dois livros de Julio Verne (Robur, o Conquistador e no O Senhor do Mundo) que consegue trazer a tona uma discussão bem mais intensa do que parece. Quando o personagem de Prudent, fabricante de armas pergunta "O fabricante de armas é responsável pelas ações de quem as usa?" e obtém a incrível resposta de Robur "Claro que sim, senhor. Todos os homens são responsáveis pelos demais homens" o filme já me ganhou. Vincent Price convence muito como Robur e consegue cativar e causar dúvidas ao mesmo tempo. Bronson no seu papel usual de fodão caladão. Há mais diálogos excelentes que não vou colocar aqui, mas o filme vale bastante a pena. O final é clichê e não é ao mesmo tempo, consegue gerar várias perguntas ao telespectador. A pergunta que me ficou é de que lado realmente eu ficaria no filme?


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

ATLÂNTIDA - O CONTINENTE PERDIDO

Título Original: Atlantis - The Lost Continent
Diretor: George Pal
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 90min

Sinopse: Atlântida - O Continente Perdido retorna à lenda do continente desaparecido de Atlântida ao contar a história do jovem Demétrio, um pescador grego que resgata a bela Antília de um afogamento em mar aberto. A princesa da Atlântida então convence ao já apaixonado rapaz a retornar com ela ao seu estranho e glorioso reino. Lar de maravilhas e encantamentos, Atlântida também é um povo cheio de desejo e maldade, de ambições das conquistas ilimitadas, e isto acaba por levar a cidade a sofrer a vingança furiosa da própria Terra, desaparecendo em um colapso que a enterrou em um local até hoje desconhecido para o homem.

Comentário: Como não traçar uma comparação entre o filme anterior de George Pal? A Máquina do Tempo é um filme fantástico, este fica muito aquém, chega a ser bastante decepcionante até. O filme diverte, tem aquele ar de aventura dos filmes antigos, mas a comparação fica martelando o tempo todo. Sal Ponti (que aqui usa um pseudônimo de Anthony Hall) no papel principal está sofrível, foi um grande compositor de músicas, mas como ator não tinha muito talento. Joyce Taylor consegue ter uma ótima atuação como a princesa Antília, muito bela e competente, pena que nunca foi pra frente. Um filme bem razoável, daqueles que as crianças da época deviam esperar muita pra assistir na TV, tem seus momentos, mas nas mãos do diretor podia ter sido bem melhor.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

JUVENTUDE SELVAGEM

Título Original: The Young Savages
Diretor: John Frankenheimer
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 103min

Sinopse: Um menino cego porto-riquenho é assassinado por uma gangue de adolescentes da Itália. Do grupo, três jovens são pegos e vão à júri, onde são acusados intensamente pelo promotor. O advogado resolve então investigar mais profundamente o caso e acaba descobrindo que a história não era como ele pensava.

Comentário: Apesar de não ter gostado muito do primeiro filme que assisti do diretor (Sob o Domínio do Mal), tenho que confessar que os filmes que assisti depois me foram uma grande surpresa. Burt Lancaster tem se tornado cada vez mais meu ator favorito, sabia escolher seus papéis como ninguém, criticando o status quo social, religioso e político. O filme é bem construído e super atual, principalmente no Brasil onde o assunto de maioridade penal está em alta. A direção de Frankenheimer está ótima, e mesmo com alguns atores atuando mais ou menos o filme consegue ser uma joia rara pouco conhecida. Da pra perceber que tanto o diretor como o ator tinham uma posição bem delineada de esquerda sobre vários assuntos, pois tanto este filme como O Homem de Alcatraz, da mesma dupla, conseguem colocar o dedo na ferida onde mais dói do povinho conservador. Recomendadíssimo!


domingo, 16 de agosto de 2015

GORGO

Título Original: Gorgo
Diretor: Eugène Lourié
Ano: 1961
País de Origem: Inglaterra
Duração: 78min

Sinopse: Na costa da Irlanda uma erupção vulcânica submarina abre caminho para a vinda de Gorgo, um réptil anfíbio com 20 metros. Os empresários Joe (Bill Travers) e Sam (William Sylvester) capturam a fera e o levam para Londres, onde é exibido como a principal atração de um circo. Logo será comprovado que isto foi um grande erro, pois Gorgo é apenas um filhote e sua mãe, que é muito maior, segue sua trilha até Londres, provocando uma enorme destruição na cidade enquanto tenta chegar até sua cria.

Comentário:  Eugène Lourié praticamente inventou os filmes de monstros gigantes ao realizar o filme O Monstro do Mar em 1953 (Sem contar com o King Kong que é bem mais antigo), antes portanto de Godzilla que é de 1954. Em Gorgo não vemos nada de novo, muito pelo contrário, mas é o esperado afinal de contas: monstro gigante destrói a cidade e no final tudo acaba relativamente bem. O problema de Gorgo são os personagens, chatos pra caralho, moleque pentelho pra atrapalhar o filme, protagonista sem carisma nenhum que faz cagada desde o começo (e tu fica torcendo pro idiota morrer), outro protagonista que parece que vai ser o protagonista, mas não faz nada além de beber no ápice do filme e perde o cargo de protagonista. Enfim, personagens chatos em um filme regular, se tivessem uns personagens mais legais poderia ser um filme bem melhor. Só recomendo pra quem é fã desse tipo de filme, se não nem faz falta. Ganhou um ponto a mais só em ver Londres ser destruída (faltou o palácio de Buckingham, mas tá valendo), meu sangue irlandês pulou de alegria.




REPTILICUS

Título Original: Reptilicus
Diretor: Sidney W. Pink
Ano: 1961
País de Origem: Dinamarca
Duração: 82min

Sinopse: Ao fazer escavações num depósito de cobre, mineiros descobrem ossos e peles ensanguentadas de algum estranho animal. Analisados por cientistas dinamarqueses que levam os fósseis para o Aquário Municipal de Copenhagen, eles congelam a maior parte do animal pre-histórico, sua cauda, que demonstra se regenerar tal qual fazem répteis e alguns animais que recuperam todo o corpo a partir de um pedaço dele. Mas dessa vez, uma enorme criatura vai se desenvolver e aterrorizar toda a cidade de Copenhagen, causando morte e desespero aos seus habitantes, desafiando as forças armadas para um combate mortal.

Comentário: Sidney W. Pink foi roteirista de Viagem ao Planeta Proibido e realizou este primeiro filme como diretor de produção dinamarquesa, mesmo sendo americano. O filme é daqueles bem previsíveis sobre monstros gigantes, porém chama a atenção por duas coisas: consegue ter personagens interessantes (mas não chega perto dos personagens dos filmes do Ishirô Honda) e o grau de tosquice que é bem alto, os efeitos especiais são tão toscos e tão precários que o filme diverte exatamente por isto. A história infundada tenta a todo custo tentar parecer crível, sem sucesso, então você consegue rir dos absurdos todo o momento. Se você é fã dos filmes de Kaiju (Monstros Gigantes), assista, caso contrário fique com os filmes do Honda somente que já está valendo.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

AS ÚLTIMAS AVENTURAS DE DON CAMILLO

Título Original: Don Camillo Monsignore... Ma Non Troppo
Diretor: Carmine Gallone
Ano: 1961
País de Origem: Itália
Duração: 119min

Sinopse: Don Camillo é agora um bispo, Peppone é agora um senador, mas a rivalidade é tão feroz como quando eles eram apenas um padre e prefeito da pequena aldeia. A situação se complica ainda mais quando Don Camillo descobre que Peppone está prestes a promover a construção de uma casa popular no local de uma antiga igreja abandonada. 

Comentário: O filme é uma continuação de outros três (O Pequeno Mundo de Don Camillo de 1952, O Regresso de Don Camillo de 1953 e Don Camillo e o Deputado Peppone de 1955), mas confesso que ainda não assisti aos anteriores, talvez tivesse entrado mais no clima se tivesse assistido, mas você não chega a se sentir perdido no filme não, a história geral é completamente independente. É uma comédia divertida, com ótimas atuações e situações bem engraçadas, tirando sarro tanto da igreja quanto da esquerda comunista italiana. O título no Brasil meio que considerou que seria o último filme do personagem, mas em 1965 teve o Don Camillo na Rússia fechando os cinco filmes do personagem. Achei o filme um pouco longo demais, podia ter uns vinte minutos a menos. 


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FEITIÇO HAVAIANO

Título Original: Bue Hawaii
Diretor: Norman Taurog
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 101min

Sinopse: Após prestar o serviço militar, um jovem (Elvis Presley) volta para a casa dos pais em Honolulu, no Havaí, e começa, contra a vontade deles, a trabalhar em uma agência de turismo. Ao mesmo tempo seduz as funcionárias do hotel ao som de românticas canções.

Comentário: Os filmes do Elvis me levam de volta as minhas noites de insônia quando era bem pequeno, devo ter assistido a maioria no antigo Corujão. Esse começa bem, as partes de conflito do personagem com a família são as melhores partes do filme para mim, mas vai decaindo um pouco o ritmo com alguns clichês e situações previsíveis. As partes dele como guia turístico de cinco mulheres é bem mais do mesmo. Mas é um filme com o rei do rock, todos seguem uma certa linha narrativa bem parecida: romance, outras mulheres atrapalhando o romance, muita música e um final feliz. A lição que se tira daqui é, cuidado ao ser amigo de um garoto rico, porque quando se meter em confusão com ele vocês vão pra cadeia junto, mas o papai dele vai pagar só a fiança do filho e os amigos ficam na cadeia sem aparecer mais até o final do filme.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

UM TÁXI PARA TOBRUK

Título Original: Un Taxi Pour Tobrouk
Diretor: Denys de La Patellière
Ano: 1961
País de Origem: França
Duração: 95min

Sinopse: Tobruk, 1942. Quatro soldados franceses estão em fuga pelo deserto líbio, após ter o veículo avariado por um avião inimigo e com a morte parecendo certa, surge uma esperança e um soldado alemão como uma pedra no sapato.

Comentário: O filme é uma mistura de tudo, uma porção de filme de guerra, uma colher de filme de comédia, uma pitada de drama e um dos desfechos mais malucos da história do cinema. O filme termina e você fica com aquela sensação de que gostou desgostando. O grande trunfo do filme são as interpretações de Lino Ventura e de Hardy Krüger, os dois estão muito bem e levam o filme inteiro nas costas, outra coisa é o fato de você se apegar aos personagens. De resto é um filme legal, mas nada demais. Tem cenas arrastadas, cenas divertidas, cenas forçadas, cenas bobas e cenas legais. Não entendi porque o filme chama Um Táxi Para Tobruk se eles, na verdade, estão indo embora de Tobruk, indo pra outro lugar. Esperava mais, mas o final fica na cabeça martelando dias depois que assisti ao filme.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O FIM AMARGO DE UMA NOITE DOCE

Título Original: Amai Yoru No Hate
Diretor: Yoshishige Yoshida
Ano: 1961
País de Origem: Japão
Duração: 89min

Sinopse: Tezuka é um jovem ambicioso que quer ficar rico a qualquer custo, se envolvendo ao mesmo tempo com duas mulheres por interesse. Como se não bastasse, tenta convencer uma garota, Harumi, a fazer o mesmo que ele.

Comentário: Ainda prefiro o filme anterior de Yoshishige Yoshida (O Imprestável), mas este é muito bom a mantém o mesmo ritmo na carreira do diretor. Tezuka é um ser deplorável, em certa altura do film eu pensei "Mas porque diabos eu estou me afeiçoando a ele?" e este sentimento me incomodou, porque eu estava torcendo pra ele se foder mesmo achando que estava me afeiçoando ao personagem. Foi só então que percebi que o sentimento que eu estava sentindo não era afeição, mas sim pena, dó e vergonha alheia. É triste ver o quão pequeno é Tezuka, e o tanto de pessoas iguais a ele existem no mundo, que só dão valor a dinheiro e a coisas materiais. É o triste reflexo da sociedade contemporânea. Um belo filme, com uma bela mensagem. Encerrando minha maratona do ano de 1961 com chave de ouro.


OS DOIS MARECHAIS

Título Original: I Due Marescialli
Diretor: Sergio Corbucci
Ano: 1961
País de Origem: Itália
Duração: 98min

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, dois anos antes do seu término, muitos italianos não sabiam quem eram os chamados aliados. A Alemanha, antes aliada da Itália passou a ser inimiga. Os Estados Unidos não são mais adversários e se transformam em libertadores. Perseguição a judeus, deserção de militares, sabotagens, ocultação de perseguidos nas igrejas e nas casas paroquiais, os fascistas ainda tinham algum prestígio. É nesse ambiente que se conta a história de um ladrão e de um comandante da polícia italiana. Totó e Vittorio De Sica protagonizam esse drama disfarçado de comédia.

Comentário: O filme pode parecer bobo, estar recheado de clichês, mas conforme vai se desenvolvendo nos mostra o quanto estamos enganados em subestimar a película, um ótimo filme. O melhor papel já interpretado por Totò e um dos melhores filmes dele que já assisti. Vittorio De Sica mostra aqui que além de excelente diretor também sabia atuar. Como a sinopse mesmo diz, é um drama disfarçado de comédia, há vários momentos em que o filme consegue fazer rir, mas também faz a gente refletir e ficar tenso com algumas situações. Recomendo pra todos, pois é um filme que acredito que vá agradar a maioria das pessoas. O final é ótimo, trazendo riso e reflexão ao mesmo tempo, assim como o filme inteiro.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

UM CANDANGO NA BELACAP

Título Original: Um Candango na Belacap
Diretor: Roberto Farias
Ano: 1961
País de Origem: Brasil
Duração: 99min

Sinopse: Um casal do show business de Brasília se une, por amor e arte, a uma dupla carioca, abre uma boate no Rio de Janeiro e enfrenta os golpes baixos de um competidor desonesto.

Comentário: Não é o melhor filme da supla Grande Otelo e Ankito, ainda prefiro o Pistoleiro Bossa Nova, mas é um filme bem legal. Foge um pouco do estilo dos filmes do Roberto Farias (o irmão do ator Reginaldo Faria que dirigiu Cidade Ameaçada e O Assalto ao Trem Pagador), mas ele consegue segurar muito bem o filme e fazer um ótimo trabalho. Grande Otelo foi um grande ator e merece todo o prestígio que teve, mas em compensação eu prefiro o Ankito, que tem talento pra dar e vender e foi bem esquecido merecia mais reconhecimento, pois é um dos melhores atores do gênero pelo final dos anos 50 e início dos 60. Infelizmente, durante as filmagens deste filme Ankito sofreu um acidente grave caindo de um prédio em construção, isso acarretou na perda de algumas habilidades acrobatas que praticamente encerrou sua carreira no cinema. Marina Marcel está linda, não consegui informações do porque este é o último filme dela. Boa diversão, recomendo.


YANCO

Título Original: Yanco
Diretor: Servando González
Ano: 1961
País de Origem: México
Duração: 90min

Sinopse: Um garoto começa a manifestar um talento cada vez maior para a música e, ao mesmo tempo, uma supersensibilidade aos sons. Sua apurada audição o leva para a floresta, longe da cacofonia da agitação da cidade. Sua vida é transformada após conhecer um velho violinista que começa a lhe ensinar tudo o que sabe sobre a música.

Comentário: Um belo filme, muito bem dirigido e conduzido, a edição consegue te prender durante boa parte da história. Achei um pouco longo, poderia ser um média metragem com uns 60 minutos. Me lembrou bastante ao primeiro filme do Tarkovski (O Rolo Compressor e o Violinista), não por causa do violino, no filme russo podemos ver um garoto refinado se aproximando de um trabalhador rústico e formando uma amizade a partir daí, aqui vemos um garoto rústico formando uma amizade com um senhor refinado tendo a música como conduíte desta relação. O filme emociona, toca em vários pontos que não estamos preparados, fazendo cinema de uma forma nova, bem original. O final me surpreendeu e coloca o filme em um ponto estratégico da época para a discussão sobre religiosidade e crendices, onde podemos questionar o quanto a humanidade é evoluída e o quanto o primitivo seja a essência de quem deveríamos realmente ser.