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domingo, 24 de dezembro de 2023

O PECADO

Título Original: Al Haram
Diretor: Henry Barakat
Ano: 1965
País de Origem: Egito
Duração: 96min

Sinopse: Uma camponesa pobre torna-se um símbolo da opressão dos trabalhadores neste sombrio drama social dirigido por Henri Barakat. Adaptado do romance de Youssef Idriss.
 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. É o terceiro filme que assisto do diretor e confesso que foi o que menos gostei, acho que há uns problemas narrativos que permeiam toda a película, mas isso não tira o mérito e a força que o filme carrega. Um filme falando dos assuntos que se propõe a falar em meados da década de 60 em um país como o Egito, é para aplaudir de pé. Faten Hamamah está muito bem no papel principal, convence completamente o espectador. De tudo, o que mais gostei, foi a discussão sobre a figura do "imigrante", mostrando que o filme infelizmente ainda é muito atual (e não só nesse aspecto). É interessante a construção de alguns personagens coadjuvantes importantes que vão dando mais força ao filme fazendo nos conectar a eles, no entanto há personagens que aparecem para não agregar em nada.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

UM ESTRANHO EM MINHA CASA

Título Original: Fi Baitina Rajul
Diretor: Henry Barakat
Ano: 1961
País de Origem: Egito
Duração: 153min

Sinopse: Um drama político sobre a resistência à dominação britânica do Egito, que terminou com o exílio do rei-títere Farouk em 1954 e a ascenção ao poder de Gamal Abdel Nasser. O filme começa com o assassinato de Primeiro-Ministro pelo jovem revolucionário Ahmed Hamdi. Em sua fuga da polícia, Hamdi refugia-se na casa de uma família apolítica de classe-média, que acaba assumindo o risco de esconder um perigoso fugitivo da justiça. Baseado em uma novela de Ihsan Abdel Qoddous, o filme é um retrato fiel desse turbulento período, no início da década de 1950.

Comentário: Eu realmente gosto de filmes políticos, é um assunto que muito me interessa até porque exerci a profissão de professor de economia política por alguns anos, então posso ser extremamente tendencioso ao escrever e dar nota pra este filme. Gostei bastante, tanto do ritmo quanto da história, as discussões ideológicas e o próprio ritmo tenso do filme conseguem te prender muito bem em mais de duas horas e meia. Omar Sharif, novinho de tudo, interpreta o personagem principal muito bem, mas o elenco de apoio ajuda, e muito, a manter o olho do telespectador vidrado na tela. A beleza e a inocência da personagem Nawal (interpretada por Zubaida Tharwat) é um colírio para os olhos. Achei que teve algumas partes um pouco forçadas, mas nada que atrapalhe demais o ritmo do filme. Muito se fala dos filmes indianos, mas vejo pouca gente comentando sobre filmes egípcios, tudo bem que é o segundo filme egípcio que assisto para o projeto Oráculo Alcoólico, mas foram dois filmes muito superiores aos três indianos que assisti desta década de 60.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

A PRECE DO ROUXINOL

Título Original: Doa Al Karawan
Diretor: Henry Barakat
Ano: 1959
País de Origem: Egito
Duração: 118min
Nota: 8

Sinopse: Neste trágico conto de amor e traição que se passa num bucólico e conservador vilarejo Egípcio, conheceremos a história de Amna, repleta de angústia e vingança, buscando salvar a honra de sua família. Baseado no romance do escritor egípcio Taha Hussein.

Comentário: "A culpa é sempre da presa, o caçador nunca é responsável". Com esta frase podemos expressar o quão parecido é a cultura ocidental da oriental. Tem horas que parece que não evoluímos em nada ao longo do tempo. Achei o filme um pouco cansativo, mas é muito bonito e vale muito a pena ser assistido. Acho que se existisse um prêmio para o tio mais cuzão da história do cinema, este filme ganhava fácil. O amadurecimento de vários personagens, a transformação, o amor, a culpa.... tudo se mistura em um final que me comoveu muito. A mensagem que tirei é a de que a vingança nunca vale nada e o amor é a única coisa que pode nos salvar desta obscenidade que é o mundo.