sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O MONGE DE MONZA

Título Original: Il Monaco di Monza
Diretor: Sergio Corbucci
Ano: 1962
País de Origem: Itália
Duração: 101min

Sinopse: Sapateiro atrapalhado, viúvo com doze filhos pequenos, Pasquale passa por uma fase apertada até que um dia ele resolve seguir o mesmo caminho dos monges pedintes. Isso o coloca no caminho de um marques mal, que vem mantendo a cunhada viúva em cativeiro para que esta se case com ele contra a sua vontade.

Comentário: Um outro ótimo filme de Totò onde divide a tela quase todo o momento com os outros excelentes comediantes: Erminio Macario e Nino Taranto. Tudo funciona bem, os momentos de aventura e os momentos de comédia. As piadas estão ótimas e atemporais. Talvez um dos filmes de Totò que tenha envelhecido melhor, não é o meu preferido, mas com certeza figura entre os cinco que mais gostei. O desfecho é completamente sem pé nem cabeça, poderia ter sido melhor, não acho que precisava ter ido pelo caminho que foi, mas também não é um final ruim, diverte bastante. Filme obrigatória pra quem for fã deste comediante.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

ALYONKA

Título Original: Alyonka
Diretor: Boris Barnet
Ano: 1962
País de Origem: Rússia
Duração: 84min

Sinopse: Situado em 1955, quando muitos migraram da Rússia para as estepes do Cazaquistão, esta é a viagem de pessoas que contam suas histórias de colonos. Alyonka Muratova é uma carismática menina de 13 anos que sai em viagem para completar os estudos compartilhando a parte de trás de um caminhão com o mecânico-chefe dos soviéticos, uma jovem mulher dentista recém-formada, um homem que espera sua mulher de classe alta retornar para ele e para o campo e uma mulher que está voltando para rever uma de suas filhas com uma má notícia.

Comentário: O filme é bem interessante, não estava esperando muito, mas conseguiu me pegar em vários momentos, porque retrata a vida como ela é em vários momentos e sentidos. Tirando a propaganda comunista (nada contra propaganda comunista, afinal eu sou de esquerda) que acaba atrapalhando o desenvolvimento da narrativa e chega a ser pedante em alguns momentos, o filme é bem superior ao que promete ser. As histórias em flashback prendem muito bem o telespectador e você fica querendo saber mais sobre cada um que está no caminhão. O desfecho ficou meio bobo em alguns aspectos, mas quando termina você fica querendo mais, podia ter mais uns vinte minutos fácil que não ficava cansativo. A garotinha é cativante e uma fofa!


VÍCIO QUE MATA

Título Original: Confessions of an Opium Eater
Diretor: Albert Zugsmith
Ano: 1962
País de Origem: EUA
Duração: 82min

Sinopse: O bairro chinês de São Francisco está em guerra entre os traficantes de mulheres e aqueles que tentam acabar com isso. Gilbert De Quincey vê-se envolvido nessa guerra ao conhecer uma das moças, a quem tenta proteger, ao mesmo tempo em que se confunde entre a realidade e o sonho provocado pelo ópio.

Comentário: O filme não tem praticamente nada em relação ao livro em que foi baseado (Confissões de um Comedor de Ópio de Thomas de Quincey) e foi um dos piores filmes que já assisti com o Vincent Price. Dei um ponto só pela chinesinha anã que salva algumas partes. Os diálogos são fracos e cheios de clichês, as atuações são toscas e galhofeiras. Algumas tomadas são interessantes, mas a própria narrativa deixa essas tomadas sem sentido. Vale a assistida pra quem for fã do Vincent Price ou pela curiosidade de ver um filme que é estranhíssimo e canastrão ao mesmo tempo. O desfecho chega a ser meio sem pé nem cabeça, mas não de uma maneira boa.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

MENTIRA INFAMANTE

Título Original: Term of Trial
Diretor: Peter Glenville
Ano: 1962
País de Origem: Inglaterra
Duração: 113min

Sinopse: O professor, Graham Weir (Laurence Olivier), tem sua carreira prejudicada por se recusar a lutar na Segunda Guerra Mundial. Devido ao seu jeito tímido e reservado, é tratado com desdém por seus colegas de trabalho, seus alunos e sua esposa. Uma de suas alunas, Shirley Taylor (Sarah Miles), é a única que aprecia seu jeito, fazendo os dois se aproximarem. O professor passa a dar aulas particulares para Shirley, que cada vez mais se apaixona por ele. Em um dia de coragem, a menina expõe seus sentimentos para Weir e propõe que eles se deitem juntos. No entanto, os problemas dele só estão começando... Shirley o acusa de abuso, a fim de destruir o que resta de sua vida. 

Comentário:  O filme é muito bom, mas demora muito pra engrenar, os personagens são muito bem construídos. Laurence Olivier mostra aqui porque é um dos maiores atores de todos os tempos (Com três Oscars e três Globos de Ouro), o que parece um filme simples e descompromissado vira uma aula de atuação. Apesar da atuação monstro de Olivier o filme não consegue deixar de cair em alguns clichês, o desfecho é cheio deles, mas não deixa de ter seus bons momentos também. Simone Signoret (outra ganhadora de um Oscar) consegue brilhar em um papel relativamente pequeno, mas quem chama a atenção em sua estreia no cinema é Terence Stamp, alguns meses depois estrearia O Vingador dos Mares onde ele é o protagonista, mas aqui ele já demonstra personalidade como coadjuvante. O filme vale a assistida, por vários motivos, mas tem seus altos e baixos. Queria saber quem foi o idiota que inventou este título pro Brasil.


AS ÚLTIMAS AVENTURAS DE DON CAMILLO

Título Original: Don Camillo Monsignore... Ma Non Troppo
Diretor: Carmine Gallone
Ano: 1961
País de Origem: Itália
Duração: 119min

Sinopse: Don Camillo é agora um bispo, Peppone é agora um senador, mas a rivalidade é tão feroz como quando eles eram apenas um padre e prefeito da pequena aldeia. A situação se complica ainda mais quando Don Camillo descobre que Peppone está prestes a promover a construção de uma casa popular no local de uma antiga igreja abandonada. 

Comentário: O filme é uma continuação de outros três (O Pequeno Mundo de Don Camillo de 1952, O Regresso de Don Camillo de 1953 e Don Camillo e o Deputado Peppone de 1955), mas confesso que ainda não assisti aos anteriores, talvez tivesse entrado mais no clima se tivesse assistido, mas você não chega a se sentir perdido no filme não, a história geral é completamente independente. É uma comédia divertida, com ótimas atuações e situações bem engraçadas, tirando sarro tanto da igreja quanto da esquerda comunista italiana. O título no Brasil meio que considerou que seria o último filme do personagem, mas em 1965 teve o Don Camillo na Rússia fechando os cinco filmes do personagem. Achei o filme um pouco longo demais, podia ter uns vinte minutos a menos. 


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O INFERNO É PARA OS HERÓIS

Título Original: Hell is for Heroes
Diretor: Don Siegel
Ano: 1962
País de Origem: EUA
Duração: 87min

Sinopse: No Outono de 1944, as forças nazistas, aliadas à Siegfried Line, detêm os dados, as fortalezas e o poder de fogo para vencer. E um punhado de recrutas tem pouco mais do que muita ousadia e a idéia genial de convencer os alemães de que eles são membros de uma grande força-tarefa dos Aliados. Será que eles conseguirão resistir até que os esforços cheguem finalmente?

Comentário: O filme é despretensioso e bem simples, ganha o telespectador por isso. Steve McQueen interpreta aqui um personagem sem carisma nenhum, cuzão e sociopata, conseguiu com brilhantismo encarnar no personagem. Até o Bobby Darin, que eu prefiro bem mais cantando que interpretando, consegue convencer neste filme. A direção do sempre competente Don Siegel é só mais um dos fatores que fazem desta película um ótimo filme de guerra. A narrativa é simples e não tenta ser mais do que ela é, não tenta nos apresentar um filme brilhante, mas sim chegar ao final com o dever cumprido, sendo um ótimo entretenimento, ter bons personagens e ser um filme bem feito. Recomendo para os fãs do McQueen e dos filmes de guerra.


SACO DE PULGAS

Título Original: Pytel Blech
Diretora: Vera Chytilová
Ano: 1962
País de Origem: Checoslováquia
Duração: 42min

Sinopse: O filme retrata o cotidiano de uma garota num colégio interno típico de uma pequena cidade durante a era da Checoslováquia socialista. Jana rebela-se contra as estruturas rígidas da instituição, ganhando assim a admiração de muitas garotas.

Comentário: É um média metragem bem simples, a ideia de ser filmado em primeira pessoa (a câmera acaba fazendo o papel de uma garota novata chamada Eva) foi uma bela sacada. Tudo é muito sutil e cuidadoso, talvez pra passar durante a censura soviética da época. No geral é um filme bom, mas que podia ser melhor, mas por ser o primeiro filme da diretora que se tornaria uma grande cineasta do país no futuro, é um belo começo de carreira. Não entendi porque tem esses garotos no pôster, já que são praticamente insignificantes para o filme. A direção e a parte técnica são o grande destaque aqui.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O PLANETA DAS TEMPESTADES

Título Original: Planeta Bur
Diretor: Pavel Klushantsev
Ano: 1962
País de Origem: Rússia
Duração: 82min

Sinopse: Filme soviético de ficção científica ao estilo de Júlio Verne, baseado na então hipótese científica considerada séria, de que Vénus teria uma atmosfera semelhante à da Terra primordial, e de que uma expedição tripulada seria possível.

Comentário: O filme tem um ritmo atípico pra uma ficção científica da época, mas não consegue deixar de cair nos mesmos clichês. Começa em um ritmo bastante real, lento, com aquela atmosfera espacial de 2001 do Kubrick e você pensa que vai ser um filmão. Depois vem a exploração com planeta, monstros, dinossauros e plantas carnívoras e você percebe que não é um filme tão diferente assim dos outros. O robô podia ser melhor utilizado, mas me pareceu apenas um filme filmado pela União Soviética copiando os filmes americanos, sem mais nada de inovador. A teoria de polinização planetária é o diferencial do filme, as questões que abordam é bem interessante e podia ser mais discutida durante a narrativa. No geral é um filme acima da média, que é diversão garantida, mas poderia ter sido bem melhor.


FEITIÇO HAVAIANO

Título Original: Bue Hawaii
Diretor: Norman Taurog
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 101min

Sinopse: Após prestar o serviço militar, um jovem (Elvis Presley) volta para a casa dos pais em Honolulu, no Havaí, e começa, contra a vontade deles, a trabalhar em uma agência de turismo. Ao mesmo tempo seduz as funcionárias do hotel ao som de românticas canções.

Comentário: Os filmes do Elvis me levam de volta as minhas noites de insônia quando era bem pequeno, devo ter assistido a maioria no antigo Corujão. Esse começa bem, as partes de conflito do personagem com a família são as melhores partes do filme para mim, mas vai decaindo um pouco o ritmo com alguns clichês e situações previsíveis. As partes dele como guia turístico de cinco mulheres é bem mais do mesmo. Mas é um filme com o rei do rock, todos seguem uma certa linha narrativa bem parecida: romance, outras mulheres atrapalhando o romance, muita música e um final feliz. A lição que se tira daqui é, cuidado ao ser amigo de um garoto rico, porque quando se meter em confusão com ele vocês vão pra cadeia junto, mas o papai dele vai pagar só a fiança do filho e os amigos ficam na cadeia sem aparecer mais até o final do filme.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

TOTÒ CONTRA MACISTE

Título Original: Totò Contro Maciste
Diretor: Fernando Cerchio
Ano: 1962
País de Origem: Itália
Duração: 96min

Sinopse: Mais uma excelente comédia de Totò com a grande participação de Nino Taranto, Totokaman e Trantakaman, respectivamente. O primeiro é o suposto filho do deus Amon que usa sua falsa identidade para se apresentar nas praças e clubes noturnos onde demonstra sua força física através de truques. O segundo é seu “empresário”. Sua fama se espalha em Tebas fazendo com que o Faraó o convoque para enfrentar o violento Maciste que ameaça a cidade.

Comentário: Filme engraçadíssimo que não se leva a sério em nenhum momento e por isso acerta a mão em todos os momentos da narrativa. Totò está ótimo no papel de Totokaman e sua química dividindo a tela com Nino Taranto deixa o filme ainda melhor. Toda a trama cheia de clichês fica ainda mais engraçada com os diálogos rápidos e dinâmicos, marca registrada nos filmes do comediante. A direção é boa e a história é melhor ainda conforme o filme vai chegando ao final, pois vai ficando cada vez mais sem pudores de cair no pastelão. Maciste ficou famoso na Itália e teve uma porrada de filmes, recentemente o Rutger Hauer fez um filme (O Futuro, baseado em um conto do Roberto Bolaño) onde faz o papel de um antigo ator que interpretava o Maciste, agora aposentado. Imagino o marketing que este filme teve onde de um lado havia Totò, famoso comediante, contra Maciste, famoso por filmes de ação e testosterona. Ótima pedida pra se dar umas boas risadas.