Título Original: Léon Morin, Prêtre
Diretor: Jean-Pierre Melville
Ano: 1961
País de Origem: França
Duração: 112min
Sinopse: Uma obra atípica do cineasta francês Jean Pierre Melville. Em Léon
Morin, ele conta a história de uma viúva que vive com a sua pequena
filha France e que é militante do partido comunista. Um dia, ela decide
dirigir-se à paróquia e confrontar um padre com a idéia da inexistência
de Deus. Contudo, a reação do padre não era aquela que ela imaginava.
Melville usa um assombroso preto-e-branco para filmar uma história de
amor que acontece entre as ruínas da França ocupada pelas forças da
Alemanha e Itália.
Comentário: Um belo filme, aqui não importa tanto a construção dos personagens, a direção, a ocupação nazista na França ou tudo que acontece em torno deles, o que realmente vale o filme são os diálogos entre o padre (Jean-Paul Belmondo) e a viúva (Emmanuelle Riva). Os dois atores são monstros em atuação, as discussões a respeito da existência ou inexistência de Deus e de tudo o mais que eles confrontam é muito bem escrito, os dilemas e a maneira como o padre encara o próprio catolicismo é maravilhoso, um filme ousado para a época em que foi lançado. Gostei do desfecho e da evolução dos personagens ao longo do filme, o filme dá uma diminuída no ritmo do meio pro final, mas nada que atrapalhe demais. Vale a pena.
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