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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ENTRE LAGARTOS

Título Original: Eén Hagedis Teveel
Diretor: Paul Verhoeven
Ano: 1960
País de Origem: Holanda
Duração: 31min

Sinopse: A bela Janine, apesar de paquerada por um colega, não consegue deixar de se sentir atraída pelo misterioso escultor que a toma por modelo. Nas mãos do artista, ela sente sua verdade ser reconhecida, sua face ser revelada enquanto atravessa uma transformação inexplicável. Mas para que uma criação ocorra, algo precisa ser destruído.

Comentários: Primeiro filme (média metragem) do diretor Paul Verhoeven, conhecido por filmes mais comerciais como Robocop ou Instinto Selvagem. Aqui podemos ver o controle impressionante que ele já demonstrava do cinema. O filme tem atores mais ou menos, mas que crescem nas tomadas do diretor. A parte em que Janine relata sua relação com o escultor é a melhor de todas e impressiona, é poesia pura, é aquilo que o cinema tem de melhor. Reflexivo e difícil, mas um ótimo começo para um diretor que iria voar alto (e algumas vezes baixo).


sábado, 28 de maio de 2016

COMO DUAS GOTAS D'ÁGUA

Título Original: Als Twee Druppels Water
Diretor: Fons Rademakers
Ano: 1963
País de Origem: Holanda
Duração: 113min

Sinopse: O comerciante de charutos Ducker mantém-se quieto durante a Segunda Guerra Mundial. Isso muda quando o paraquedista Dorbeck aterrissa em seu quintal. Acontece que o paraquedista tem uma notável semelhança com ele. Ducker segue cegamente Dorbeck ficando envolvido na resistência holandesa e logo começa a matar pessoas.

Comentário: Um belo filme de Rademakers, diferente do seu anterior (A Faca), aqui temos um clima de dinamismo, mais movimentado, porém um pouco entrecortado como se tudo fossem pistas deixadas para um telespectador detetivesco. O filme tem um tom de irrealidade que ajuda bastante na construção do final. Uma psicodelia paira no ar o tempo todo, personagens que aparecem e somem como fumaça. Gostei bastante do final aberto, muita coisa fica no ar para o telespectador pensar, mas nenhuma resposta é dada, apesar de parecer que ela está lá.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A FACA

Título Original: Het Mes
Diretor: Fons Rademakers
Ano: 1961
País de Origem: Holanda
Duração: 85min
Nota: 8

Sinopse: Thomas é um jovem que está entrando na puberdade. Ele está resentido com sua mãe, pois esta mantém um romance com Oscar, o melhor amigo de seu marido, já morto. Thomas, por sua vez se sente confuso pelos sentimentos que pensa ter por Toni, uma amiga de seu bairro. Um certo dia, Thomas rouba uma faca cerimonial de uma exposição para tentar impressionar a Toni. A faca é seu refúgio, lhe dá uma sensação de poder. Em meio a todos esses sentimentos confusos, Thomas ainda se sente sozinho e excluído por sua mãe, por conta da presença de Oscar, percebendo a necessidade de "se tornar um homem".

Comentário: Um filme forte, gosto de filmes onde tentam passar a visão de uma criança ou adolescente. Aqui tudo é bem arquitetado, o sentimento de solidão e exclusão do garoto Thomas. A relação dele com a jovem Toni também é muito legal, beirando a inocência e a atração sexual ao mesmo tempo. A mãe do garoto é uma tremenda imbecil, fico me indagando se existem mães assim, e depois de refletir pensei que devem existir aos montes. O ritmo do filme às vezes cansa um pouco, você não sabe exatamente onde o diretor que te levar, mas acho que é assim na cabeça de um garoto de 12 ou 13 anos. O que eu mais fiquei pensando depois de assistir ao filme é o que terá acontecido com este garoto em sua vida adulta... fica aquele gosto de observar como seu ambiente familiar fodeu com sua cabeça no futuro.